quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A existência tuaregue

Li num livro sobre motociclismo (Grãos de Areia), que após um dia difícil, devemos ser humildes e nos regalarmos com pouco. Chegamos a nos hospedar em São Luiz Gonzaga do Maranhão, mas apenas por poucas horas. Me senti como se estivesse entre os tuaregues: banho de cuia, quarto sem banheiro, teias de aranha no telhado, e muito, muito calor, que o ventilador não dá conta de amenizar. Resolvemos então pagar a diária e voltar pro hotel em Bacabal. Conhecemos muitas pessoas durante a pesquisa e nos afeiçoamos com várias. Com Francisco, o Véio, fizemos uma boa amizade. Comecei a entender melhor a realidade do homem do campo, suas dificuldades, sua luta, sua humildade e sua alegria, por poder ter uma terra e nela plantar. Agora estou aqui no quarto escrevendo essas palavras enquanto me preparo pra mais um dia de "Cinema, aspirinas e urubus". Saudade do litoral, saudade de Milho Verde e de um banho de cachoeira... mas a missão só começou: ainda temos cinco processos pra concluir. Enquanto isso, conto os dias pro revellion na Chapada Diamantina. Os tuaregues realmente têm muito a ensinar. Devido às dificuldades impostas a quem mora no deserto, um copo d'água pode ter o sabor da melhor bebida imaginável, uma sombra pra se proteger pode ser como um hotel cinco estrelas e uma esteira numa tenda o melhor leito. Não entende o que digo? Então venha fazer pesquisa no interior do Maranhão...

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